
A iminente chegada de Walter ao Americano – ele é esperado nesta segunda-feira (24), em Campos – traz à memória outros medalhões que vieram jogar a segunda divisão do Campeonato Carioca. Embora não seja o maior degrau do futebol estadual, a competição sempre foi capaz de atrair nomes consagrados e famosos da bola.
Ao longo dos últimos quase 20 anos, a Segundona do Estadual teve nomes que, um dia, já brilharam em grandes clubes e palcos do futebol. Mas nem sempre isto foi sinônimo de sucesso pelos times por onde passaram. O ACESSO CARIOCA, então, faz uma lista relembrando algumas contratações bombásticas feitas pelos times do segundo nível do Rio de Janeiro.
Viola (Angra dos Reis)
Foi o primeiro campeão mundial a disputar a Segundona. Catorze anos após o Tetra, em 1994, ele jogou com a camisa do Duque de Caxias como a bala de prata do então deputado Washington Reis, que era sócio do Tricolor da Baixada. Ele fez apenas dois gols, mas chamou mesmo a atenção quando, ainda naquele ano, foi contratado pelo Angra dos Reis. No Rubarão Azul, Viola fez jus à fama de artilheiro e marcou dez gols, terminando a competição daquele ano como o maior goleador, embora sem o acesso à primeira divisão.
Clodoaldo (Goytacaz)
O baixinho Clodoaldo foi ídolo do Fortaleza no começo dos anos 2000. Conhecido pela música que embalou os seus melhores momentos (“uh, terror / Clodoaldo é matador”), o jogador rodou por vários clubes até chegar ao Goytacaz, em 2013. Contratado como grande medalhão para aquele ano, ele estreou justamente no clássico contra o Americano, no Aryzão e não poderia ter ido melhor. Marcou, de pênalti, o gol de uma importante vitória de virada, logo na primeira rodada. Ao fim da competição, Clodoaldo tinha balançado a rede sete vezes, mostrando-se um goleador importante para o clube da Rua do Gás.
Dodô (Barra da Tijuca)
A primeira grande contratação do então emergente Barra da Tijuca foi Dodô, atacante que, apenas três anos antes, jogava por um grande do Rio: o Vasco da Gama. Na segunda divisão de 2013, ele fez jus ao apelido de ‘artilheiro dos gols bonitos’. Marcou seis ao longo da competição e conduziu o Tricolor da Zona Oeste a uma campanha razoável, ao lado de outro nome experiente, o ex-Fluminense e Flamengo Tuta.
Zé Carlos (Barra da Tijuca)
Em 2014, o Barra repetiu a receita, trazendo outro atacante muito conhecido: Zé Carlos, o Zé do Gol. Artilheiro de Botafogo e Flamengo nas décadas de 1990 e 2000, ele editou com Allan, maior artilheiro da história da Segundona, uma dupla infernal. Ao todo, marcou oito gols no campeonato, mas o acesso bateu na trave, ficando em terceiro no triangular final em que acabaram promovidos Barra Mansa e Tigres do Brasil. Ele ainda jogou mais uma temporada pelo Barra, totalizando 13 gols em 30 partidas.
Flávio Caça-Rato (Duque de Caxias)
Grande ídolo do Santa Cruz e um dos atacantes mais badalados do país no começo dos anos 2010, Flávio Caça-Rato desembarcou em Xerém sob grandes expectativas. Mas a verdade é que não conseguiu render e sequer balançou a rede nas oito partidas que disputou pelo Duque, em 2016. Ao fim daquela Segundona, transferiu-se para o Tupi (MG).
Paulinho (Americano)
O Americano contratou, em 2022, o atacante Paulinho, campeão da Copa do Brasil de 2013 pelo Flamengo. Jogador que caiu nas graças da torcida rubro-negra, ele também passou por diversos clubes brasileiros como Santos, Vitória e Guarani. Embora, em seu primeiro ano no Alvinegro, tenha jogado apenas a Copa Rio, na temporada seguinte teve a oportunidade de atuar na Segundona. Ao todo, disputou 15 partidas, mas nunca balançou as redes, alternando bons e maus momentos pelo clube de Parque Tamandaré.
Bernardo (Maricá)
Meia-atacante que viveu os seus melhores momentos com a camisa do Vasco da Gama, no começo dos anos 2010, Bernardo chegou ao Maricá em 2023. Com ele, a equipe esperava conseguir o sonhado acesso à primeira divisão, que entretanto só viria um ano depois. Ainda assim, o jogador conseguiu mostrar um nível decente de futebol, marcando um gol em sete partidas. Mas ficou um gosto de ‘quero mais’, já que algumas lesões o atrapalharam no processo.